O futebol é o que menos importa

O Hotel Glória, um dos mais conhecidos e tradicionais do Rio de Janeiro, para quem não sabe, foi comprado em 2008 pela empresa REX, do magnata Eike Batista. Segundo matéria publicada no portal UOL, a REX tomou um empréstimo de 200 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para reformar o hotel em uma linha de crédito chamada “ProCopa Turismo”. De acordo com as informações do site do banco, esta linha tem por objetivo financiar a construção, reforma, ampliação e modernização de hotéis em função da Copa do Mundo de 2014. No entanto, segundo a mesma matéria do UOL, uma fonte do governo federal afirmou que o hotel não terá condições de ser inaugurado até o início da Copa.

O mesmo Eike Batista, cuja empresa REX parece não ter competência para entregar obras a tempo, apesar dos R$200 milhões do BNDES, quer o Maracanã. Sim, quer e pode ganhar. Há fortes evidências que o governo do Rio de Janeiro, hoje administrado por Sérgio Cabral, daria de mão beijada a concessão de 35 anos ao grupo empresarial com total anuência da Prefeitura, administrada por Eduardo Paes, recentemente reeleito. Representantes das empresas de Eike já se reuniram com o governo do Rio antes mesmo do lançamento da licitação do Maracanã, como mostra uma matéria também do portal UOL. Na mesma matéria há inclusive um vídeo, gravado por membros do Comitê Popular Rio da Copa e das Olimpíadas.
A pergunta que se faz é o que levaria um empresário, aparentemente tão bem sucedido em áreas que envolvem a exploração de minério e petróleo, a investir em negócios do futebol, adquirindo (ganhando, na verdade) por 35 anos a concessão do Maracanã.
Apesar do interesse no mais conhecido estádio de futebol do mundo, na realidade, tudo indica que o que menos interessa para o magnata é o futebol. Eike nem ao menos coloca o futebol entre suas preferências. As paixões do empresário são a corrida, a natação e a velocidade de carros e lanchas, como informa seu site pessoal. O empresário/piloto foi inclusive campeão brasileiro, americano e mundial em uma categoria de competições em lancha. Na verdade, o futebol de nada importa para o “homem do X”. Futebol que nada, Eike quer mesmo o Maracanã para instalar loja, bar e restaurante. Ele exige, inclusive, que seja construído estacionamento, aliás, muitas vagas de estacionamento, mesmo que para isso seja necessário demolir um estádio de atletismo, um parque aquático, uma escola, um museu, além de abandonar um projeto de um parque público.

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